terça-feira, 4 de junho de 2013

LIÇÃO 1 - HOMENS COMUNS, CHAMADO INCOMUM.

1 Co 1.26-29

Desde o momento em que começou seu ministério público em Nazaré, Jesus foi motivo de enorme controvérsia.  O povo de sua própria comunidade, literalmente tentou mata-lo depois de sua primeira mensagem pública na sinagoga.

Lc 4.28-30
Mas Jesus se torna extremamente popular na Galileia.  Multidões passaram a segui-lo devido aos seus milagres.

Lc 5.1
Um dia Jesus teve que entrar em um barco e pregar dali devido à agressividade e quantidade de pessoas. Jesus fez exatamente o contrário de tudo o que poderia torna-lo mais popular ainda, pois passou a enfatizar justamente aquelas coisas que tornavam a sua mensagem mais controvertida. Ele pregou uma mensagem tão ousada, confrontante e de conteúdo tão ofensivo que a multidão se dissipou, ficando apenas os que eram mais devotos.

Jo 6.66-67
Entre estes estavam os doze. Eram doze homens comuns, sem nada de extraordinário. Mas a estratégia de Jesus girava em torno desses homens, ele resolveu avançar o seu reino por meio desses doze homens falíveis ao invés de usar a força das massas, do poder militar, da popularidade pessoal ou de uma campanha de relações públicas. Do ponto de vista humano, o futuro da igreja e o sucesso do Evangelho, a longo prazo, dependiam inteiramente da fidelidade desses homens. Não havia um plano B, caso fracassassem.
Cristo escolheu pessoalmente os doze e investiu a maior parte de suas energias neles. Jesus os escolheu antes que eles o escolhessem ( Jo 15.16). O processo de chama-los e selecioná-los começou em diferentes períodos.

1º Chamado – chamado à conversão.
Jo 1.35-51
Acontece perto do início do ministério de Jesus, próximo ao rio Jordão, onde João Batista ministrava.  Eles já eram discípulos de João Batista.  Esse chamado ilustra como todo discípulo é chamado. Devemos conhecer Jesus como verdadeiro Cordeiro de Deus e Senhor de tudo e aceita-lo pela fé.  Essa fase do chamado dos discípulos não sugere um discipulado em tempo integral. Eles continuaram com suas ocupações de período integral, ganhando o sustento por meio de empregos comuns.  Por isso, os vemos com frequência pescando e consertando as suas redes.

2º Chamado – chamado para o ministério.
Lc 5
Acontece no momento em que Jesus sai das margens do lago de Genesaré para escapar da pressão das multidões e ensina dentro do barco de Pedro. Após ensinar, ele instrui Pedro para ir para as águas profundas e lançar suas redes.
Pedro obedeceu, apesar de tudo ser contra:
1 – Não era a hora certa: era mais fácil pescar à noite,  quando as águas estavam mais frias e os peixes iam até a superfície para se alimentar.
2 – Não era o lugar certo: os peixes normalmente se alimentavam em águas mais rasas e era mais fácil pesca-los lá.
3 – Pedro estava exausto: ele pescou a noite toda sem sucesso.
A pescaria foi um sucesso, as redes romperam de tanto peixe e dois de seus barcos quase afundaram.
A partir dai os doze se tornam inseparáveis de Jesus.

3º chamado – para o apostolado.
Mt 10.1-4; Lc 6.12-16
O apostolado começou com um estágio. Cristo os envia para pregar. Eles são enviados de dois em dois (Mc 6.7). Neste estágio eles não estavam preparados para irem sozinhos, por isso iam em dupla para se apoiarem.
Nesta fase, o próprio Senhor se mantém bem próximo deles. Como uma mãe observando os seus filhos. Reportavam-se a ele com frequência, contando como estavam as coisas (Lc 9.10; 10.17). Depois de um período de trabalho evangelístico, voltaram-se para o Senhor e ficaram com ele por um período mais prolongado de ensinamentos, ministério, comunhão e descanso (Mc 6.30-34).

4º Chamado – para o martírio.
Após a ressurreição Jesus os chama para dar as suas vidas pelo evangelho.
Apesar dos obstáculos eles triunfaram, entraram na glória  vitoriosos.

O TEMPO
Lc 5.17
Nos mostra um momento em que a oposição a Jesus cresce e atinge o seu ápice. Jesus começa a enfrentar oposição da parte dos escribas e fariseus.
Em Lc 6.11 o conflito atinge o ápice, onde os líderes religiosos começam a querer destruir Jesus (Mt 12.14; Mc 3.6). É neste momento que Jesus escolhe os doze. Jesus já podia sentir os primeiros sinais de sua morte iminente. A essa altura, faltavam menos de dois anos para a crucificação. Por isso, ele começa a treinar pessoas para que sua obra na terra tenha continuidade. Os apóstolos seriam os seus representantes oficiais.
Jesus não escolhe um único rabino, nem escriba, nem fariseu, nem saduceu, nem sacerdote. Nenhum dos selecionados vinha de uma instituição religiosa. A escolha foi um julgamento contra o judaísmo institucionalizado. Ele selecionar pessoas que não eram treinadas em teologia – pescadores e coletor de impostos.
Os líderes religiosos eram hostis à mensagem do evangelho. Desprezavam as doutrinas da graça, rejeitavam o arrependimento, olhavam com desdém para o perdão, e repudiavam a fé que Jesus simbolizava.  Não aceitavam o fato de que Jesus era Deus em carne humana. A mensagem de Jesus era uma ameaça ao poder deles.

OS DOZE.
Os doze eram galileus e não a elite. Galileus eram camponeses de classe baixa e ignorantes.  Deus escolheu o humilde, o pequeno, o manso e o fraco para que não haja dúvida quanto à fonte de poder quando a vida dessas pessoas mudar o mundo. Não é o homem que conta, é a verdade de Deus e o poder de Deus.
Mas  ao serem escolhidos os apóstolos se tornam os verdadeiros líderes espirituais de Israel. Eles são os primeiros pregadores da nova aliança, se tornam o alicerce da igreja (Ef 2.20). Eles se tornaram grandes líderes espirituais e grandes pregadores sob o poder do espírito santo, mas não foi por causa de qualquer aptidão oratória inata, capacidade de liderança ou qualificação acadêmica, mas pelo poder da mensagem que pregaram.

O MESTRE.
Jesus escolhe os doze no momento em que percebe que sua morte esta para chegar. A partir desse momento o caráter do seu ministério muda.  Sua prioridade passa a ser o treinamento dos doze.
Como Jesus escolheu?
1 – Ele se afasta para ter comunhão com o Pai. Ele já sabia quem eram dos doze, mas ele orava por eles. (Lc 6)
2 – Jesus chama várias pessoas em um primeiro momento (Lc 6.13). Não chamou apenas os doze. Neste contexto, a palavra discípulo se refere aos seus seguidores de um modo geral. O termo em si significa “estudante, aprendiz”. Devia haver muitos discípulos, e dentre eles, Jesus escolheria os doze para serem os apóstolos.  Mas aos poucos as pessoa vão abandonando Jesus ao ouvirem suas duras mensagens (Lc 6.53-66).
Havia discípulos indo e vindo. Pessoas que se sentiam atraídas e depois ficavam desiludidas.
3 – Jesus escolhe doze. Por que doze? Porque havia 12 tribos de Israel. Mas Israel era apóstata. O Judaísmo do tempo de Jesus representava uma corrupção da fé do Antigo Testamento. Israel havia abandonado a graça divina em trona de uma religião de obras. Sua religião era legalista. Baseada na descendência de Abraão e não na fé de Abraão. Cristo nomeia uma nova liderança para uma nova aliança(Lc 22.29,30). Os apóstolos representavam um Israel novo, Israel foi condenado. Os doze apóstolos estavam no lugar da doze tribos. Eram prova viva de que o reino de Jesus estava prestes a se estabelecer.

A INCUMBÊNCIA
Mc 3.14, Lc 6, Lc 9.1
Os discípulos primeiro estiveram com Jesus e vários meses depois Jesus reúne os doze e lhes dá autoridade sobre os demônios e poder para curar enfermidades. Ele delega a eles seu poder de realiza milagres.
Os apóstolos tinham principalmente a missão de levar a mensagem do reino a Israel. Fundaram a igreja e desempenharam um papel importante de liderança à medida que a igreja primitiva começou a crescer e se espalhar, como também se tornaram os canais pelos quais seria transmitida a maior parte do Novo Testamento.
Eles foram a fonte da doutrina da igreja (At 42). Antes do Novo Testamento ser concluído, os ensinamentos dos apóstolos eram a única fonte de verdade sobre Cristo e a doutrina da igreja.
Ef 4.11,12.
Eles também foram exemplo de virtude (Ef 3.5). Foram os primeiros exemplos a serem imitados pelos crentes, hoje são exemplo de caráter e integridade.  Tinha um poder singular de realizar milagres que  confirmavam a sua mensagem.  Somente os apóstolos e aqueles intimamente ligados a eles tinham o poder
Hb 2.3-4/ 2 Co 12.12

O TREINAMENTO
Os discípulos abandonaram as suas funções, mas não ficaram desocupados. Tornaram-se estudantes, aprendizes de tempo integral – discípulos.  Foram treinados durante 18 meses. Tinham o exemplo permanente de Jesus diante deles. Podiam ouvir ensinamentos, fazer perguntas, observar como ele lidava com as pessoas gozar comunhão íntima com ele nos mais diversos contextos. Jesus lhes deu a oportunidade de ministrar, instruindo-os e enviando-os em missões especiais. Encorajou-os com bondade, corrigiu-os com amor e instruiu-os  com paciência.
Mas não foi fácil, dos doze tinha dificuldades de entendimento.
Mt 15.16,17, Lc 24.25
O fato de as Escrituras não encobrirem seus defeitos é significativo. O objetivo não é retratá-los  como supersantos, mas mostrar que eles também tinham fraquezas humanas.  Porque o aprendizado foi tão difícil para eles?
1 – Faltava-lhes entendimento espiritual. Eram lentos para ouvir em compreender.  Como Jesus lidou com isso? Ele simplesmente continuou ensinando.  Até mesmo depois da ressurreição. (At 1.3)
2 – Falta de humildade. Eram egoístas, egocêntricos, interesseiros e orgulhosos.  Passaram um tempo discutindo sobre quem seria o maior no reino (Mt 20.20-28). Como Jesus lidou com isso?  Ele foi um exemplo de humildade.  Lavou os seus pés, foi um modelo de servidão, humilhou-se a ponto de morrer na cruz.
3 – Faltava fé (Mt  6.30; 8.26; 14.31; 16.8).  Como Jesus lidou com isso?  Ele realizou milagres e maravilhas. (Jo 20.30)
4 – Faltava comprometimento.  Durante os milagres eles ficaram extasiados, mas quando Jesus foi preso, eles o abandonaram e fugiram. O líder acabou negando a Jesus e jurando que nem sequer o conhecia. O que jesus fez? Intercedeu por eles em oração (Jo 17).
5 – Faltava-lhes poder.  Sozinhos eles eram fracos e desamparados, especialmente ao serem confrontados pelo inimigo. Houve ocasiões em que tentaram, mas não conseguiram expulsar demônios, a falta de fé os incapacitava a utilizar o poder que estava a disposição deles.  O que Jesus fez? No dia de Pentecostes Jesus lhes envia o Espírito Santo para habitar nele e lhes dá poder. (At 1.8)
Esses homens são transformados. (At 4.13)






terça-feira, 28 de maio de 2013

EMENTA MÓDULO II



IGREJA PRESBITERIANA CENTRAL DE ÁGUAS CLARAS
ESCOLA DOMINICAL
CLASSE DE CAPACITAÇÃO CRISTÃ

MÓDULO II – DOZE HOMENS COMUNS.

Objetivo do módulo: mostrar a experiência das primeiras pessoas chamadas por Cristo para o discipulado.  O módulo mostrará os tipos de personalidades dos doze apóstolos, que eles eram como nós e outras pessoas que conhecemos. São personagens reais e cheios de vida com os quais podemos nos identificar. Suas imperfeições, fraquezas, bem como suas vitórias e características mais amáveis são narradas em alguns dos relatos mais fascinantes da Bíblia. Trata-se de pessoas que queremos conhecer. Com eles aprenderemos a ser como Cristo nos quer o como se dá o processo de santificação.

Cronograma do módulo.

ORDEM
TÍTULO
1
Homens comuns chamados incomuns.
2
Pedro – o apóstolo que falava demais.
3
André – o apóstolo das pequenas coisas.
4
Tiago – o apóstolo fervoroso.
5
João – o apóstolo do amor.
6
Filipe – o apóstolo que fazia as contas.
7
Natanael – o apóstolos sincero.
8
Mateus – o coletor de impostos e Tomé – o Dídimo.
9
Tiago – o menor; Simão – o Zelote; Judas (não o iscariotes).
10
Judas o traidor.

BIBLIOGRAFIA

Doze homens comuns. John MacArthur. Editora Cultura Cristã.

Relacionamentos e evangelização



Fp 2.14-16

Pense em quantos dos seus relacionamentos incluem algum grau de dor e decepção!  De uma olhada em sua própria família. O que faz da Bíblia um livro tão convincente é que ela entende isso. O drama das Escrituras é o nosso drama. Toda a nossa história é repleta de momentos de arrependimento. Há tempos que gostaríamos de anular as palavras que dissemos. Há tempo que gostaríamos de voltar no tempo e desfazer as decisões que tomamos. Há tempos em que a paixão venceu sobre os princípios.  Aprendemos ao longo do caminho e erramos, às vezes acertamos. Às vezes, nos irritamos ferozmente com uma pessoa que amamos profundamente.  Há tempo de alegria, de tristeza, de gratidão, de ansiedade.
Portanto, é surpreendente que consigamos encontrar momentos em que tudo dá certo. O que mais surpreende em nosso mundo não é o tamanho do dano que nele há, mas a presença de qualquer coisa boa.  O fato de relacionamentos permanecerem intactos e até durarem anos é um sinal de que a bondade de Deus ainda resiste ao mundo.

Esperança em meio ás ruínas.

Porque as pessoas experimentam alegria em seus relacionamentos?
Por causa da presença de Deus.  Sendo assim, conflitos podem ser resolvidos, uma conversa difícil acaba dando frutos positivos, as pessoas nos ajudam, recebemos perdão, amor verdadeiro é expresso e compartilhado, conseguimos ter profundas amizades, as pessoa ignoram as nossa fraquezas e aplaudem nossas forças, as pessoas conseguem ser honestas sem ser rudes.
Os Salmos são um bom retrato disso, eles expressam fragilidade e o sofrimento da vida nos gritos de pessoas que anseiam por algo que é verdadeiramente melhor. Mas eles apresentam também louvor que subsiste em situações cheias de medo, dor, mágoa e decepção. O louvor nunca ignora essas experiências.
Exemplo Salmo 57
O salmista não recua diante das dificuldades da vida, mas também não evita falar delas.  Ele reconhece a realidade do desastre e mesmo assim clama por Deus em meio a ele. Esse Salmo é uma adoração marcada pela dor.

O que isso tem a ver com evangelismo?

Deveriamos ser uma comunidade graciosa que relaciona bem e ajuda o mundo caído a nossa volta a se relacionar. Deveriamos ser uma comunidade revolucionária, que combate o mal. Quais são as nossas armas? Humildade, sinceridade, esperança, graça e coragem. Uma comunidade que se aproxima do não crente e o convida para fazer parte do seu mundo.
Somos o povo do livro, o povo do reino de Deus.
Martyn Lloyd Jones: “Não se deixem rebaixar sendo embaixadores da rainha da Inglaterra, continuem sendo embaixadores do Rei dos Reis.”
A revolução do reino de Deus não é barulhenta nem explosiva. É uma revolução silenciosa, feita por servos humildes, que, muitas vezes, passam desapercebidos.  Basta lembrar do nosso rei.
Como é que Jesus entrou na história da humanidade?
Ele veio como nenê, nascido em pobreza no meio de um povo oprimido. Ele pregou uma mensagem de esperança que se disseminou por meio da silenciosa, porém poderosa demonstração do amor de Deus mediante seu sofrimento, sua morte e ressurreição.  Onde esse Rei estiver presente, essas mesmas virtudes surpreendentes também estarão. São essas as virtudes que conquistarão o coração do incrédulo.
A maioria das pessoas experimentam sentimentos de medo e desesperança. O que nós temos para apresentar? O evangelho que fala de poder, de esperança e da realidade do rei Jesus.
Lc 17.20-21
Numa conversa com os fariseus, Jesus apontou sua compreensão falsa do reino de Deus. Eles imaginavam um sistema de regras políticas dentro do qual eles fariam parte da classe poderosa. Jesus lhes ensina que o seu reino não é um sistema, mas a demonstração palpável da presença do Rei.
Os fariseus estavam esperando um reino terrestre e político e, por isso, sua expectativa com relação a sua vinda estava voltada para o futuro.  Tinha uma noção errada sobre a forma visível que o reino se apresentaria.
Jesus não quer dizer que o reino é apenas uma realidade interna, o que ele está dizendo é que o reino está bem ai para que eles vejam e eles não veem.  O que ele esta dizendo era que porque o Rei já esta aqui, há sinais visíveis do seu reinado.  Quais são os sinais?
Uma realidade interna da graça que se expressa por meio de mudanças visíveis em indivíduos e seus relacionamentos.  Quais são? Humildade, sacrifício, alegria e paciência, além de muitas outras qualidades. O impacto dessa revolução se estenderá a sistemas e instituições, mas não é onde ela começa. Ela é iniciada no coração das pessoas e seus efeitos ondulatórios alcançam os mais remotos aspectos do pecado. Os fariseus não enxergavam que estavam olhando para o próprio Rei.
O que o reino de Deus tem a ver com você e com a evangelização?
Tudo! Se você estiver vivenciando humildade, perdão, paciência ou conflitos sagrados, está vivenciando a obra do Rei que está construindo o seu reino.  Isso significa que os relacionamentos são um lugar onde o reino já chegou, e seu propósito é atrair outras pessoas ao Rei. Além disso, sempre que você falar de mudanças em seu vida e relacionamentos, não estará chamando a atenção para a sua sabedoria, sua esperteza relacional ou seus dons pessoais, estará chamando a atenção para Jesus, seu rei. As pessoas que acolhemos em nosso meio verão a obra do reino, mas não necessariamente o Rei. É nossa responsabilidade e privilégio aponta-las para ele.

Como tornar o reino visível.
A Bíblia fala do reino de Deus de muitas formas, mas Jesus usa duas metáforas que falam especificamente da sua natureza visível.
Mt 5.13-16

1 – Ser o Sal: sair para o mundo.
A imagem do sal desafia o isolacionismo porque o sal só é suficiente como retardador da decomposição quando se encontra em contato próximo com a substancia a decompor. Esse é um chamado incomodo porque nos afasta do conforto dos relacionamentos que já foram transformados pelo Rei. É, porém, quando vivemos entre pessoas danificadas que cumprimos o nosso chamado. O chamado do reino é um chamado para dentro do mundo, nunca para fora dele.
Jo 17.15: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal”.
Devemos estar no mundo, não devemos, porém, ser dele. Muitas vezes encaramos o nosso papel como sal em termos negativos. Simplesmente denunciamos as coisas ruins da cultura e assumimos uma posição contrária a elas.
A imagem do sal também ressalta a importância do nosso caráter. O Sal só é realmente efetivo se for salgado! Somos chamados para ser pessoas de caráter forte para que ele possa exercer influencia em outros quando entramos em contato com o mundo.  E nisto, as qualidades mais importantes são a humildade e compaixão.  O que dizemos é importante, mas a forma como dizemos também é. O que você representa é importante, mas o que você é enquanto representa também é.  Se você é realmente salgado, Deus quer que você aplique este sal a relacionamentos em decomposição.
Oportunidades de ministério:
1 – Uma família na vizinhança que está enfrentando dificuldades.
2 – Há algum pai ou mãe solteira na escola de seu filho?
3 – Há alguém na igreja que esteja sozinho ou desanimado?
4 – Há alguma adolescente que precisa de um referencial de família?
5 – Há relacionamentos que você pode investir por meio de alguma atividade extracurricular de seu filho?
6 – Quais as necessidade de ajuda social em sua comunidade?
7 – Deus colocou alguma pessoa idosa em sua vida que precisa de companhia?
8 – Como você pode fazer parte da vida das pessoas mais pobres da sua comunidade?
Com certeza, você não foi chamado para fazer todas essas coisas, pois Deus colocou outras responsabilidades em sua vida, mas Deus te chamou para ser sal. Para ser sal você precisa confiar naquele Deus que veio ao mundo para redimi-lo. Devemos ser sábios, mas não devemos ter medo do mundo em que Deus nos colocou.  Sim, haverá confusão. Mas se você for humilde e reconhecer a confusão do pecado em sua própria vida,  e mesmo assim mantiver a sua confiança na sua transformação pela graça de Deus, você terá medo de se aproximar de outros pecadores, mas Deus usará a confusão que você encontrará em outros para incentivar o seu crescimento no Evangelho.

Ser luz: acolher em seu meio.
Ser luz inclui receber pessoas em seu meio para que elas possam ver que o reino já chegou.  Você acolhe outras pessoas para que elas possam ver o impacto que o reino teve em seus relacionamentos.  Os nossos relacionamentos devem ser faróis em um mundo escuro, e somos chamados para acolher as pessoas nessa luz.
Fp 2.14-16
Ef 5.11,15 – Paulo nos chama para “reprovarmos” as “obras infrutíferas das trevas”. A Palavra que Paulo usa para “reprovar” as trevas significa que devemos convencer as pessoas de que o Evangelho é verdadeiro porque nossa vida é testemunho convincente de que Deus veio para os pecadores.  As nossas vidas e relacionamentos devem ser mais convincentes do que os prazeres passageiros do pecado.
Oportunidades para ser luz:
1 – Seu filho tem um amigo que necessita morar com vocês durante algum tempo?
2 – Você tem um colega de trabalho que possa convidar para um jantar ou uma ida ao cinema com seus amigos?
3 – Você conhece uma pessoa idosa que poderia passar as férias com vocês?
4 – Alguém que não consegue andar sozinho e que precisa de ajuda para continuar a vida?
5 – Existe uma outra família que adoraria passar um tempo com a sua família?
6 – Você conhece um casal mais jovem que poderia ser aconselhado por um casal mais velho?
7 – Se você for solteiro você pode oferecer ajuda a uma família com filhos que precisa da sua ajuda.

Ministério e adoração
Mt 25.34-40
Todas as vezes que você ajudar alguém não estará servindo apenas a esta pessoa, estará servindo ao rei e isto é adoração.  Gratidão a Cristo sempre resulta em compartilhar as nossas bênçãos a outros.
Se somos gratos porque Deus nos alcançou, alcançaremos outros.
A gratidão pela disposição de Cristo em mergulhar na confusão dos nossos pecados, nos leva a mergulhar nos pecados dos outros.
A adoração reconhece que nossos bons relacionamentos não pertencem a nós e sim a Cristo, portanto, não podemos guarda-lo para nós mesmos, mas devemos compartilhá-lo com outros. Como respondemos as pessoas sempre é um reflexo de como respondemos a Cristo. Nossa adoração sempre estará sendo expressas na forma como tratamos as pessoas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A IMPORTANCIA DE SER MISERICORDIOSO NOS RELACIONAMENTOS


A Importância de ser misericordioso nos relacionamentos.

Tg 2.1-13

Introdução
Se você se comprometer a fazer mais do que apenas sobreviver às pessoas em sua volta, se tiver objetivos maiores do que a sua felicidade pessoas e desejar ser instrumento nas mãos de Deus, logo aprenderá que os custos de um relacionamento sempre ultrapassam os seus cálculos preliminares. O mesmo se aplica à misericórdia.
Um relacionamento sem misericórdia é um relacionamento vivido fora dos padrões bíblicos. Deus nos chama para sermos misericordiosos. O problema é que a misericórdia não é uma coisa fácil. Todos queremos receber misericórdia dos outros, mas poucos a querem oferecer.
O problema é que não queremos pagar o preço e quando a misericórdia cobra o seu preço, nós vemos o quanto nosso compromisso com a misericórdia é fraco.  Mas um dos aspectos mais importantes da misericórdia é que ela coloca todos os envolvidos no mesmo nível. A  misericórdia força cada um de nós a reconhecer que precisamos dela. Nenhum de nós está um passo à frente do outro. Em nossa luta com o pecado, todos nós precisamos de compaixão, simpatia, perdão e salvação. Todos somos pobres em algum aspecto e sentimos falta de algo. E ao mesmo tempo que usufruímos o perdão de Deus, temos imensas dificuldades para aturar o pecado e a fraqueza de outros.
1 - Definição de misericórdia.
1)      É uma forma gentil, simpática e clemente de tratar outras pessoas, que ajuda a aliviar as suas aflições e a cancelar as suas dívidas.
2)      É compaixão em combinação com tolerância e ação.
A misericórdia é uma compaixão sincera que resulta em uma ação. É algo que você faz. É um estilo de vida, é uma postura virada para os outros, que influencia tudo o que dizemos e fazemos.
A misericórdia tem olhos. Ela presta atenção em suas aflições e percebe suas fraquezas e seus fracassos. Mas a misericórdia vê tudo isso pelos olhos da compaixão. Ela não o critica por causa da situação difícil em que você se encontra nem o condena pelos seus pecados. A misericórdia quer aliviar o sofrimento e perdoar as dívidas.

1.1   – Qualidades de caráter que alimentam a misericórdia.
a)      Compaixão. É estar profundamente ciente do sofrimento alheio de tal forma que leva ao desejo de ajudar.
b)      Perdão. Absorve uma pessoa das suas ofensas sem trata-la como um marginal e sem guardar mágoa contra ela.
c)       Tolerância. É ser paciente mesmo quando se é provocado. É a disposição de ficar ao lado de alguém em dificuldades, mesmo quando isso torna a sua vida difícil.

2         – A misericórdia é essencial.

A misericórdia é essencial para que os nossos relacionamentos ocorram no centro da grande história da redenção.  Vivemos em um mundo caído e temos que lidar com o pecado em nós, e também com o pecado das pessoas.

Nenhum de nós conseguiria viver em um mundo em que tivesse apenas justiça. Não aguentaríamos a justiça pura. Sem misericórdia todos nós seriamos condenados. Até a volta de Cristo, Deus retém a sua justiça final. Ele nos concede mais um dia para que mudemos e confessemos nossos pecados.  E já que Deus resolveu responder ao mundo com misericórdia, essa atitude nos chama para que sejamos misericordiosos.  Mas misturamos os conceitos de misericórdia e justiça. Queremos misericórdia para nós porque queremos que a nossa vida seja confortável, mas exigimos justiça para o outro.
No entanto, a misericórdia é essencial para qualquer relacionamento.

A misericórdia é o meu compromisso de viver ao seu lado neste mundo danificado, mesmo sabendo que irei sofrer com você, por você e por causa de você.

3         – O que a misericórdia faz nos relacionamentos?

3.1   – Misericórdia significa que você espera por sofrimento em seus relacionamentos e está disposto a suportá-lo.

Isso significa que você espera que sua vida será afligida pelas fraquezas e aflições dos outros.  É amar alguém cujo comportamento me ofende, me envolver na vida de alguém, mesmo que isso cause inconveniências e sacrifícios pessoais. 

3.2   –  Misericórdia significa que você está disposto a viver com os pobres.
Muitas vezes a grande dificuldade que temos com a misericórdia é seu chamado para relacionar-nos com pessoas que consideramos inferiores a nós. Muitas vezes quando vemos a pobreza da outra pessoa, ficamos desencantados com o relacionamento e começamos a planejar a nossa saída. E essa pobreza não é só econômica.
O problema é que nos vemos como ricos e a outra pessoa como pobre. A verdade espiritual nos diz que todos nós somos pobres.

3.3   – Misericórdia significa que você resiste à tentação do favoritismo.
Favoritismo é uma idolatria. Agradecemos a Deus por aceitar-nos, apesar de sermos pessoas confusas e difíceis, mesmo assim procuramos a companhia de pessoas fáceis de serem amadas e que também nos amam. Ficamos frustrados quando descobrimos que as pessoas fáceis acabam sendo não tão fáceis assim.  Se o nosso compromisso para sermos acolhedores vale apenas para pessoas que consideramos confortáveis, ainda falta misericórdia em nossa vida.

3.4   – Misericórdia significa que você está comprometido a perseverar em tempos difíceis.

A misericórdia vê as dificuldades e não foge. Ela as encara e se envolve. Ela é atuante quando o sofrimento é aparente ou o perdão é necessário. Ela não procura uma saída só porque as coisas de repente ficaram difíceis. Misericórdia que não persevera não é misericórdia. No mundo não existem relacionamentos ideais. Todos  nós somos chamados a perseverar em situações dolorosas para que possamos fazer parte daquilo que Deus está operando.

3.5   – A misericórdia rejeita os objetivos da felicidade pessoal.

Se eu quiser que os meus relacionamentos satisfaçam as minhas necessidades, ou se o propósito da minha vida é obter conforto e facilidade, eu não oferecerei misericórdia quando as coisas ficarem mais difíceis. Misericórdia significa viver para um propósito maior do que a minha felicidade pessoal. A misericórdia está disposta a se envolver com coisas que não são alegres ou prazerosas. Ela encontra maior prazer fazendo a vontade de Deus do que levando uma vida confortável e previsível. A misericórdia renuncia ao conforto e leva o conforto de Deus para outra pessoa. Ela encontra mais satisfação no progresso do reino de Deus do que no desenvolvimento do reino do homem. Ela é sempre incentivada por aquilo que Deus está querendo fazer o que por aquilo que queremos ganhar em um relacionamento.

3.6   – Misericórdia significa viver um compromisso com o perdão.

Nos relacionamentos sempre lidaremos com pecadores, portanto, pessoas que precisam de perdão. É inevitável que soframos com os pecados cometidos por outros.  Quando nos comprometemos a amar as pessoas os seus pecados estão no pacote.  Ser misericordioso significa que eu sou tão grato pelo perdão que ofereço o mesmo a outras pessoas.

3.7   – Misericórdia significa que você ignora ofensas menores.

Somos muito tentados a reagir de maneira irada a coisas irritantes que as pessoas no fazem, e nos desculpar das pequenas ofensas que cometemos.  A misericórdia não se irrita com facilidade, nem se sente ofendida rapidamente.  Ela se concentra no que tem importância, e não nas pequenas coisas.

3.8   – A misericórdia não negocia o que é moralmente certo e verdadeiro.

Oferecer misericórdia não significa virar as costas para a lei de Deus.  Ajudar ao outro não requer que eu traia o  que é moralmente certo e verdadeiro.  Misericórdia significa que se a pessoa estiver presa em seu pecado você não a ignorará ou abandonará, mas que continuaremos a orientá-la de acordo com os princípios bíblicos.

3.9   – Um compromisso com a misericórdia revelará os tesouros do coração.

Por que é difícil ser misericordioso? Porque há coisas que desejamos mais do que Deus e a Sua glória.  Os nossos corações são regidos por conforto, apreço, respeito, amor, sucesso, controle, conquista, patrimônio, posição, poder e aceitação.  Buscar ser misericordiosos significa estar disposto a abrir mão desses ídolos.

310   – Oferecer misericórdia sempre exige misericórdia.

Ao oferecer misericórdia, começamos a ver o quão egoístas, impacientes e inconsistentes nós somos. A luta por ser misericordiosos nos mostrará o quanto nosso próprio coração ainda necessita da obra continua do Redentor.